sexta-feira, 14 de março de 2008
CANSEI
Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.
Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.
Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.
Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.
Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.
Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.
Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.
Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.
Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.
Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.
Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.
Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.
Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.
Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.
Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.
Soli Deo Gloria.
Publicado por Pr. Ricardo Gondim, Assembléia de Deus Betesda
quinta-feira, 6 de março de 2008
A TÁTICA PAPA-LÉGUAS
Por que a tática do papa-léguas é especialmente necessária aos estudantes universitários de hoje ?
Em muitos casos, essas falsas idéias dão aparente justificativa para aquilo que é, na verdade, um comportamente imoral. Se você puder matar o conceito de verdade, então poderá matar o conceito de qualquer religião ou moralidade verdadeiras. Muitas pessoas de nossa cultura têm tentado fazer isso, e os últimos 40 anos de declínio moral e religioso demonstram seu sucesso. Infelizmente, as devastadoras conseqüências de seus esforços não são apenas verdade para eles, mas também para todos nós. Portanto, a verdade existe. Ela não pode ser negada. Aqueles que negam a verdade fazem a afirmação falsa em si mesma de que não existe verdade. Nesse aspecto, eles são muito semelhantes ao Ursinho Puff: respondem a uma batida na porta dizendo "não há ninguém em casa !".
terça-feira, 11 de setembro de 2007
ABORTO?!?!??! NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!
terça-feira, 14 de agosto de 2007
APARÊNCIA UNDERGROUND
“Abstende-vos de toda aparência do mal.” I Tessalonicenses 5:22.
Se você é um cristão underground, provavelmente já teve esse versículo distorcido e cuspido na sua cara em muitas ocasiões. Há alguns na igreja que não suportam a doutrina sã e para colocar pedras de tropeço no caminho de seus irmãos e irmãs, eles tiram as Escrituras de contexto e usam-na para condená-los.
Estão os undergrounds falhando em abster-se da aparência do mal por vestir preto, tingir os cabelos, colocar maquiagem, ou qualquer coisa que eles fazem? Se você acha que sim, então talvez você deva ler o resto deste artigo.
No Contexto
Existe um ditado conhecido entre os teólogos que diz o seguinte: "Texto fora de contexto é pretexto!"
Antes de tudo, devemos levar este trecho das Escrituras em contexto e então definir o que significa “aparência” e o que significa “mal”.
Vamos começar por lendo a passagem onde o versículo 22 aparece: (em três versões bíblicas)
Bíblia Almeida
19 Não extingais o Espírito.
20 Não desprezei as profecias.
21 Provai tudo. Retende o bem.
22 Abstende-vos de toda aparência do mal.
Nova Versão Internacional Português
19 Não apaguem o Espírito.
20 Não tratem com desprezo as profecias,
21 mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.
22 Afastem-se de toda forma de mal.
IBS
19 Não entravem a acção do Espírito de Deus.
20 Não desprezem as profecias,
21 mas examinem tudo o que é dito. Guardem o que for bom.
22 Evitem qualquer espécie de mal.
O apóstolo Paulo, que escreveu Tessalonicenses, uma carta para a igreja em Tessalônica, começou no versículo 19 uma discussão sobre o Espírito Santo. Ele ordenou para os crentes de Tessalônica para não inibir o trabalho do Espírito Santo na igreja e permitir a outros crentes profetizarem se eles recebessem uma mensagem profética. Entretanto Paulo advertiu aos Tessalonicenses cristãos para que testassem as profecias com a Palavra de Deus.
A versão Almeida não tem o sentido mais fiel e exato da palavra, porque o português mudou muito desde que a Almeida apareceu (1681).
Enquanto lá diz “prove” todas as coisas, quer dizer “ponha a prova” todas as coisas. Se “prove” fosse a tradução correta da palavra, então significa que os cristãos têm que provar a validez de uma profecia, se ou não essa é real. Então, como você pode ver as arcaicas palavras usadas na Almeida não são “exatas” hoje em dia. A mesma coisa vale para a palavra “aparência”, usada na Almeida.
Traduções como a NVI e a IBS mudaram a palavra para “toda forma” e “qualquer espécie” de mal. Paulo escreveu suas cartas na língua grega, então, quando voltamos aos originais, vemos que Paulo usou a palavra “eidos”. Que é mais exatamente traduzida como “formato” ou “forma, modo”. Não tem nada a ver com estilo de vestir-se ou os pigmentos usados na pele. E o que ele quer dizer quando fala “mal”? Voltando aos originais, a palavra do versículo 22 para mal é “poneros”, que não significa “roupas pretas, cabelos pretos, maquiagem branca, jóias de prata, etc.”. A palavra era usada como “calamidade, doença, malícia, culpa, pecaminosidade, dor, prejuízo, ou lascívia”. Mas eu não estou dizendo que os undergrounds não podem ser danosos, lascivos, etc., estou dizendo que o “underground” não é nada disso. O underground comum não é mais pecador que o comum underground. De fato, os alguns undergrounds são as pessoas mais calmas, pacifistas e tolerantes da sociedade ocidental.
Mal?
Então, já estabelecemos que o underground não se adequou à definição de “mal” como é usada em I Tessalonicenses 5:22, e que “aparência” não está falando de aparência externa (como o estilo de vestir-se).
Então, o que uma pessoa do século 17 quer dizer com “aparência do mal”? Ela significa evitar o mal (lascívia, malícia, prejuízo, etc.) e de qualquer tipo ou forma. Não tem nada a ver com o estilo underground de vestir-se (desde que o estilo underground de vestir-se não estava totalmente desenvolvido até os anos 80). O apostolo Paulo estava avisando aos Tessalonicenses para que evitassem as profecias más em particular "mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal."
Quando alguém olha a passagem em contexto, as coisas começam a fazer um pouco mais de sentido. Mas então a questão chega em: vestir-se no estilo underground é uma forma de mal?
Algo curioso : uma das pinturas mais antigas de Jesus (uma pintura do século VI no Monastério de Sta. Catarina no Sinai) mostra Jesus vestido de preto. [ao lado]
Aparência
Também, outro fato é este: “O próprio Satanás persiste em transformar-se em um anjo de luz”, II Coríntios 11:14. Então, nós podemos concluir só uma coisa - que sua aparência não lhe faz mais ou menos santo que você já é. Se sua cor favorita é azul, vermelha, rosa, branca, ou preta, Deus não se preocupa (mas isto, claro que, não desculpa ninguém de usar roupa sexualmente sugestiva ou imoral).
Desde que a aparência de Satanás é como um anjo de luz, isso o faz santo? E se Jesus, provavelmente, usou preto ao menos em um momento de sua vida, isso lhe fez então menos santo? Claro que não!
Paulo também escreveu em Tito 1:15, "Todas as coisas são puras para os puros, mas para os aviltados e os sem fé, nada é puro. Porém tanto as suas mentes como as suas consciências estão aviltadas." Para aqueles que têm mentes impuras com o ódio, fanatismo e ciúme, o estilo underground parece impuro, porque é tudo que eles querem ver. As pobres pessoas que foram criadas em ricas e belas casas, sendo doutrinadas com todos os estereótipos das gerações prévias não podem ver as coisas como elas são, porque elas já tiveram isto enfiado nas suas mentes: qualquer um que não conforma a sociedade é estranho e ruim.
Sheri Luckey Watters, da banda cristã de música gótica, "Wedding Party," falou,
- "Um diácono de uma faculdade bíblica me falou uma vez que o modo como eu me visto não era conducente à Caminhada Cristã. Foi então quando eu lhe falei que eu tinha estado ao redor da máfia na Flórida e eles usavam ternos e gravatas e eram assassinos e a roupa deles não era mais santa que a minha."
O fato que você não pode julgar alguém baseado no que eles vestem está nas Escrituras. Em I Samuel 16:7, está escrito, "Mas o Senhor disse a Samuel: 'Não olhes para a sua aparência [...] Porque não como o homem vê é o modo de Deus ver, pois o mero homem vê o que aparece aos olhos, mas quanto ao Senhor, Ele vê o que o coração é."
Concluindo
Então, à luz destas coisas, por favor, guardem em suas mentes que vocês vão encontrar cristãos de todos os tipos ao redor do mundo. Tenha cuidado em não julgar as pessoas com estereótipos, "pois, com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida que medires, medirão a vós." (Mateus 7:2).
† O QUE É VAIDADE ?! †
O que é e o que não é vaidade
As igrejas evangélicas brasileiras têm grande dificuldade de compreender o termo "vaidade" que, no jargão próprio do mundo dos crentes, carrega toda uma conotação pejorativa. Gostar de vestir-se com esmero, adornar-se com qualquer jóia ou cuidar do cabelo, tingindo-o ou penteando-o de alguma forma estética, é considerado pecado na maioria das nossas igrejas. O texto apresentado como base bíblica para tal conclusão é o Salmo 24:3-4:
Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. (Bíblia Almeida, edição corrigida e revisada)
Precisamos estudar a palavra "vaidade" no original hebraico e grego, compararmos as várias vezes em que ela é usada na Escritura e qual o verdadeiro sentido que esse vocábulo possuía nos tempos antigos.
Vaidade no hebraico advém de duas palavras. Primeiro, de habel, que significa vazio, oco. Seu uso no Antigo Testamento estava muito relacionado ao abandono do único Deus verdadeiro e à busca de ídolos que não podiam satisfazer às necessidades de Israel pelo simples fato de não existirem. A adoração a ídolos, então, tornouse sinônimo de vaidade, pois era como se o povo israelita estivesse buscando ajuda no vazio:
Rejeitaram os estatutos e a aliança que fizera com seus pais, como também as suas advertências com que protestara contra eles; seguiram os ídolos e se tornaram vãos, e seguiram as nações que estavam em derredor deles, das quais o Senhor lhes havia ordenado que não as imitassem. (2 Rs 17:15)
Estou farto da minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me, pois, porque os meus dias são um sopro. (Jó 7:16)
Salomão também usa a palavra vaidade nesse sentido de algo vazio, oco. Quando escreveu o livro de Eclesiastes, cansado e profundamente amargo com a vida, ele concluiu, de um modo sarcástico, em diversos pontos do texto que:
Observe que, na lógica do apóstolo Paulo, vaidade é colocar esperança naquilo que é vão, passageiro, perecível. Ele, então, fala em viver sua vida à luz da eternidade:
Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Fp 3:14)
Paulo vivia sob o postulado de que as coisas importantes são aquelas que não se vêem, pois tudo o que os nossos olhos contemplam um dia passará. Sendo assim, para o apóstolo o que é finito deveria ser considerado vaidade:
Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem, porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. (2 Co 4:18)
A vaidade exterior e interior
As normas de conduta do cristianismo neotestamentário parecem mais interessadas no interior do que no exterior dos homens. A palavra "vaidade" não é um termo que descreve uma pessoa cuidadosa de vestimenta ou de adornos do corpo; pelo contrário, esse vocábulo refere-se ao modo de viver de uma pessoa que busca valorizar-se através de meios terrenos e passageiros. As palavras de Paulo deveriam ser sublinhadas em todas as Bíblias, para que não haja uma má compreensão do que significa vaidade:
Aquela mulher, todavia, ainda que possuidora de uma baixa reputação, era rica interiormente. A aplicação prática daquele evento é avassaladora: "Perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama(v.47)".
permitido para mulher. Ao homem, entretanto, ficam proibidas roupas vermelhas, Tg 4:4. É permitido a (sic) mulher usar presilhas no cabelo, desde que não haja exagero; também é permitido usar correntes para segurar os óculos, desde que haja necessidade. O uso de perfumes para o homem e a (sic) mulher é permitido, pois o Nosso Jesus também foi perfumado, Mc 14:3, Mt 26:7.O uso de lenço na cabeça pelas irmãs é permitido (sic). Os irmãos usarem gravatas vermelhas ou cores berrantes não é permitido. O uso de perneira (sic) para asirmãs é permitido. Fica proibido o uso de camisetas com estampas mundanase dizeres em português ou qualquer outra língua, a não ser dizeres bíblicos ouda IPDA, 1 Co 14:40. As saias e os vestidos das irmãs (sic) deverão cobrir osjoelhos mesmo sentadas. Não é permitido o uso de roupa longa, tipo roupa de gala, pois isso já é exagero, e o uso de tênis para o (sic) homem e mulher só é
permitido para o trabalho ou em casa.
Quanto ao assobiar é permitido, se for para louvar a Deus, Zc 10:8 e Sl 150:6. Sobre amigo secreto, brincadeira que se faz normalmente no Natal ou final do (sic) ano ou em época de festa, não é permitido, pois se trata de algo mundano, 1 Jo 2:15-17. Estipular que um tipo de ornamento no corpo é vaidade, mas um quadro que coloco na parede de minha casa para ornamentá-la não, pode indicar, no mínimo, uma postura incoerente. Os lustres que usamos para decorar as luzes que iluminam nossas casas não seriam também uma espécie de vaidade?
Aliás, qualquer botão, desde que esteja exposto, serve para adornar. Quem quiser legislar sobre a vaidade sucumbirá por gerar uma paranóia, visto que, ao ter de lidar com inúmeras questões, acabará sendo incoerente. Dizer que uma mulher que usa jóias é vaidosa, mas comprar um carro cheio de frisos niquelados e de cores berrantes não é farisaísmo? Teríamos de arbitrar sobre os enfeites que deveriam fazer parte dos nossos óculos, quais cores seriam permitidas nas nossas roupas, ou seja, estaríamos presos a um exasperante sistema de fiscalização de nossa conduta. Seríamos, em última análise, roubados da liberdade em Cristo.
Podemos sofrer o que sofreram os gálatas. A igreja da Galácia estava sendo impregnada de fariseus convertidos. A heresia deles era tão sutil, que Paulo precisou escrever uma das suas mais duras cartas. Eles não chegavam a afirmar que a cruz não possuía poder para salvar, diziam apenas que além da cruz era necessário a circuncisão. Paulo, veementemente, contradiz essa heresia asseverando que, se alguma coisa for acrescentada à cruz, será anulado todo o poder que dela procede.
O mundo que devemos odiar também não é o mundo humano, pois a este o próprio Deus declara o seu amor. O texto de João 3:16, o mais conhecido do mundo evangélico, declara peremptoriamente que Deus ama o mundo com um amor infinito.
Então, qual mundo devemos odiar? A resposta a essa pergunta trará nova luz sobre toda a subcultura de proibições no meio evangélico (desde os tipos de diversão, até às vestimentas que são ou não permitidas ao crente). O mundo é descrito na Bíblia como um sistema (cosmos) que se opõe ao reino de Deus. Paulo chega a dizer que esse mundo manifesta-se através dos sistemas de pensamento que rejeitam a verdade:
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo. (2 Co 10:4-5)
O mundo é todo o sistema que se desenvolve na cultura e que leva, legitimado pelo egocentrismo do homem, ao exagerado e desmedido desejo da carne e dos olhos. É o adoecimento de toda produção humana e a manifestação do desejo doentio de poder. Está em relevo na ânsia obcecada por prosperidade. É também a necessidade de seduzir o próximo através do sexo ou do dinheiro. Não somente isso, pois pode ser também a busca de poder eclesiástico de algumas elites evangélicas, ou até mesmo a gula.
Todos temos um amor próprio. Uma dignidade intrínseca. Esse sentido de valorização nos foi dado por Deus. É por causa dele que sentimos necessidade de nos vestir e cheirar bem. Quando nos vestimos desejamos agradar os olhos de quem nos admira; todos nos sentimos bem quando somos valorizados e admirados. Sabemos que ninguém gosta de estar perto de uma pessoa com roupas sujas, que não escovou os dentes pela manhã ou que não cuida bem da higiene de seus pés.
Lavamo-nos por um sentido de autovalorização, nos trajamos por que entendemos que em nossa cultura aquela indumentária será mais bem aceita. Quando vamos a uma festa de casamento nos enfeitamos porque consideramos que aquela data requer que estejamos o mais bonito possível. Se isso é vaidade, ela é aceita e estimulada por Deus. Não há qualquer relação desta busca com aquele sentimento pernicioso de querer apoiar nossa existência no que é vazio.
Limitar o conceito de mundo ao desejo de vestir-se bem é adotar uma visão muito reduzida daquilo que o vocábulo representa em toda a Escritura.
Para Jesus vaidade também é sinônimo do que é vão. Ele associa o que é vão à prece dos gentios que pensam que serão ouvidos pelo muito falar (Mt 6:7). Ele considera vaidade a piedade dos fariseus: E em vão (com vaidade) me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei: não é
o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim contamina o homem. (Mt 15:9-11)
O conceito popular de vaidade é declarado na Bíblia pela expressão composta de vangloria:
Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. (Fp 2:3)
Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros. (Gl 5:26)
Assim aprendemos que vaidade é objetivamente descrita com o sentido de vazio, inutilidade e falta de consistência. Todas as vezes que buscarmos nossa identidade no que for irreal estamos sendo vaidosos. Não há necessidade de se estabelecer uma relação direta com adornos, roupas ou bens materiais. O exercício do ministério, oração, e até boas obras podem, em alguns casos, também ser vaidade e um correr inútil em direção ao vento.
sábado, 30 de junho de 2007
VOCÊ FOI MOLDADO PARA SERVIR A DEUS
Essa postagem é longa, porém um ótimo estudo, ao lado direito tem o nome das outras postagens já feitas em meu blog, se você quiser ver outra é só selecionar.
Para mim esse estudo foi de suma importância, é ótimo e me levou a outra perspectiva de como servir a Deus. Espero que edifique sua vida!! Se você tiver alguma dúvida, questionamento, ou quiser falar ainda mais sobre o tema é só postar um comentário, responderei com maior prazer.
UMA DICA: Pegue sua bíblia, pois só citei os versículos, justamente para que você folheie-a, uma boa amizade com esse livro é sempre exceletne ou vá para o site da Bíblia Online... http://www.bibliaonline.com.br/
Deus abençoe sua vida,
Abraços e beijos da Tia Dé! =^.^=
VOCÊ FOI MOLDADO PARA SERVIR A DEUS
- Aceitando sua missão:
* Você foi criado para servir a Deus, Jr 1:5
* Você foi salvo para servir a Deus, IITm 1:9
* Você é chamado para servir a Deus e IPe2:9
* A ordem é servir a Deus. Mt 20:28
“Servir é o núcleo da vida cristã”
- Moldado para servir a Deus:
Como Deus lhe dá forma para seu ministério
Formação espiritual,
Opções do coração,
Recursos pessoais,
Modo de ser e
Áreas de experiência
Esclarecendo sua formação espiritual
Deus dá a todos dons espirituais para serem usados no ministério (igreja). Seus dons são parte importante na sua formação espiritual, o que a completa é a prática desses dons.
Atentando para as opções do coração
“Assim como a água reflete o rosto o coração reflete o que somos.” Pv 27:19
Aplicando seus recursos pessoais
Seus recursos pessoais são os talentos naturais com os quais você nasceu.
-Todas suas habilidades vêm de Deus Rm 12:6
-Todas as habilidades podem ser usadas para a glória de Deus ICo12:6
-Deus quer que eu faça aquilo que sou capaz de fazer Ef 4:7
Usando meu modo de ser
“Não existe temperamento certo ou errado para o ministério. Todos os tipos de personalidades são necessárias para equilibrar a igreja e lhe dar sabor. O mundo seria um lugar chato se fossemos todos apenas baunilha. Felizmente, as pessoas vêm em mais de 31 sabores.” =]
Como vidro colorido nossas personalidades refletem a luz de Deus em muitas cores e padrões. ICo12:6
Utilizando suas áreas de experiência
Experiências familiares: o que você aprendeu sendo criado por sua família?!
Experiências educacionais: quais eram suas matérias favoritas na escola?!
Experiências vocacionais: em quais empregos você foi mais eficiente e de que mais gostou de trabalhar?!
Experiências espirituais: qual foi sua época mais significativa com Deus?!
Experiências no seu ministério: Como você serviu a Deus no passado?!
Experiências árduas: com quais problemas, mágoas, espinhos e provações você aprendeu?!
- Usando o que deus lhe deu.
Quando você tenta servir a Deus de forma não natural, é como forçar um pino quadrado em um buraco redondo. O melhor uso da sua vida é servir a Deus em conformidade com sua natureza.
Descubra sua forma
Não tente entende seus dons até ser voluntário para servir em algum lugar. Tão-somente comece a servir. Você descobre seus dons ao se envolver no ministério. Tente ensinar, liderar, organizar, tocar um instrumento, atuar ou trabalhar com adolescentes. Você nunca saberá o quanto é bom enquanto não tentar. Quando não der certo, chame de experiência, não de fracasso. Em algum momento, você irá descobrir no que é bom.
-Leve em consideração seu coração e sua personalidade
-Examine e extraia lições já aprendidas
Aceite e desfrute sua forma
Sua forma foi determinada soberanamente por Deus,, para propósito d’Ele, então você não deve ressentir ou rejeitá-la. Em vez de tentar se remodelar para ser outra pessoa, você deve comemorar a FORMA que Deus deu somente a você.
Parte da aceitação de sua FORMA está no reconhecimento de suas limitações. Ninguém é bom em tudo, e ninguém é chamado para ser tudo. Todos temos papéis definidos.
Você irá descobrir que pessoas que não compreendem sua FORMA para o ministério irão criticá-lo e tentar fazê-lo corresponder ao que eles pensam que vocêr deveria estar fazendo. IGNORE-OS.
“Se minha vida é infrutífera, isso não importa a quem me enaltece e, se minha vida é frutífera, isso não importa a quem me critica.” John Bunyan
Continue desenvolvendo sua forma
Se você não exercitar seus músculos, eles enfraquecem e atrofiam. Da mesma maneira, se não utilizar as habilidades e capacidades que Deus lhe deu, você irá perdê-los.
Deixe de usar aquilo que lhe foi dado, e você o perderá. Use a habilidade que possui, e Deus aumentará.
- Como os verdadeiros servos agem
Embora conhecer sua FORMA seja importante para servir a Deus, ter o coração de servo é ainda mais importante.
Sua forma revela seu ministério, mas seu coração de servo revelará sua maturidade.
* Os verdadeiros servos estão à disposição para servir, II Tm 2:4
* Os verdadeiros servos prestam atenção às necessidades, Gl 6:16
* Os verdadeiros servos fazem melhor que podem com o têm na mão, Ec 11:4
* Os verdadeiros servos fazem qualquer tarefa com igual dedicação Cl 3:23
* Pequenas tarefas muitas vezes demonstram um grande coração.
“Nenhuma tarefa está abaixo de você quando se tem um coração de servo.”
* As grandes oportunidades às vezes estão camufladas em tarefas menores,Lc 6:10-12
* Os verdadeiros servos são fiéis ao seu ministério, Mt 25:23
* Os verdadeiros servos mantêm a discrição, IPe5:5
* A autopromoção e a atividade de servir não se misturam Gl1:10
* Você não achará muitos servos verdadeiros sendo o centro das atenções, Cl 3:4
- Pensando como servo
Servir começa na mente.
Ser servo requer uma mudança de rumo em sua mente, uma alteração de postura. Deus está sempre interessado em por que você faz algo do que você faz. Atitudes contam mais do que realizações.
* Servos pensam mais nos outros do quem em si,
Os servos se concentram nas outras pessoas, e não em si. Esta é a verdadeira humildade: não pensar menos de si, mas pensa menos em si. Fp.2:4
* Os servos pensam como administradores, não como donos,
Os servos se lembram que Deus é dono de tudo.
Todo seu tempo pertence a Deus. Ele exige lealdade e não fidelidade de meio expediente. At 17:24
* Servos pensam no seu trabalho, e não no que os outros estão fazendo,
Servos não fazem comparações, não criticam nem competem com os outros servos seus ministérios. Estão muito ocupados realizando o trabalho que Deus os deu. Gl 5:26
* Não é nossa função avaliar os outros servos do Mestre,
Mas Deus é o que julga; a um abate, e a outro exalta. Sl 75:7
* Se você serve como Jesus, pode esperar ser criticado,
Seu serviço para Cristo nunca será desperdício, não importam o que os outros digam.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós. Mt 5:10-12
* Os servos baseiam sua identidade em Cristo
Por ser lembrarem de que são amados e aceitos pela graça, não tem de provar seu valor. IPe2:9-10
* Se você quer ser servo, deve depositar sua identidade em Cristo,
Somente pessoas seguras de si podem servir. Pessoas inseguras estão sempre preocupadas com a aparência perante os cultos. Elas temem exposição de suas fraquezas e se escondem sob camadas de orgulho e pretensão. Quanto mais inseguro, mais irá querer que as pessoas o sirvam e mais necessitará da aprovação delas.
Quanto mais você baseia seu valor e sua identidade no relacionamento com Cristo, fica livre de expectativas dos outros, e isso permite que você os sirva melhor.
* Os servos não precisam cobrir as paredes com placas e prêmios para confirmar seu valor,
Quanto mais próximo você estiver de Jesus, menos precisará promover a si mesmo. Paulo passou por tudo o que passou e mesmo assim se referiu a si mesmo como servo de Cristo. Tg1.1
* Servos consideram o ministério uma oportunidade, não uma obrigação.
“As únicas pessoas realmente felizes são aquelas que aprenderam a servir”. Albert Schweitzer
“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo”
- O poder de Deus na fraqueza
Como a cerâmica comum, somos frágeis, falhos e quebramos com facilidade. Mas Deus irá nos usar, se permitirmos que Ele trabalhe por meio de nossas fraquezas.
* Admita suas fraquezas
Confesse suas imperfeições. Pare de fingir que é perfeito e seja honesto sobre si mesmo. Em vez de viver dando desculpas e se recusando a aceitar, identifique sem pressa suas fraquezas pessoais.
* Regozije-se na sua fraqueza
Deus em muitos casos junta uma grande fraqueza com uma grande força para manter nosso ego sob controle. A limitação pode agir como o controlador que nos impede de ir rápido demais e passar à frente de Deus.
Nossas fraquezas também incentivam a comunhão entre os crentes. Enquanto a força gera um espírito independente (“não preciso de mais ninguém”), nossas limitações demonstram como precisamos uns dos outros.
Acima de tudo nossas fraquezas aumentam nossa capacidade de ministrar e de sentir compaixão. Elas nos tornam mais propensos a ser atenciosos e a sentir compaixão pelas fraquezas dos outros. Deus quer que você tenha sobre a terra um ministério semelhante ao de Cristo. Isso significa que as outras pessoas deveram achar a cura nas suas feridas.
* Partilhe suas fraquezas de forma sincera,
Quando nos abrimos, aliviamos a tensão e dissipamos nossos medos, o que é o primeiro passo rumo à libertação.
A qualidade essencial de um líder não é a perfeição, mas a credibilidade. As pessoas devem ser capazes de confiar em você caso contrário não o seguiram.
Como você constrói credibilidade? Não fingindo ser perfeito, mas sendo sincero.
* Glorie-se na sua fraqueza
Em vez de posar como ícone de invencibilidade e autoconfiança, veja a sai mesmo como um troféu da graça de Deus.
“MINHA GRAÇA É SUFICIENTE PARA VOCÊ, POIS MEU PODER SE APERFEIÇOA NA FRAQUEZA.” II Co 12:9


